A COVID-2019, doença causada pelo Coronavírus (vírus SARS-CoV-2), tem se espalhado rapidamente ao redor do mundo. Enquanto a doença se espalha, o medo também se alastra pela população, já que a forma como as pessoas, principalmente aquelas que não são da área da saúde, falam sobre a doença faz parecer que se trata do vírus do apocalipse, que irá assolar a humanidade e cuja infecção é uma sentença de morte — e nada está mais longe da verdade. De acordo com o Dr. Jon Dongyan, um especialista em vírus da Universidade de Hong Kong, as pessoas estão exagerando os riscos da doença, criando um estado de pânico que também deve ser combatido pelos governos e profissionais de saúde pública, pois esse pânico generalizado acaba atrapalhando os esforços de combate à doença. Claro, uma parte desse pânico provém do fato de este ser um vírus que, até pouco tempo, era completamente desconhecido e que ainda não possui uma vacina para combatê-lo. Boa parte da preocupação, principalmente entre os profissionais de saúde, não é por conta da mortalidade da doença, mas sim pela velocidade com a qual ela se espalha e pelo fato de ser um tipo de vírus até então desconhecido pela medicina, o que obriga os médicos e pesquisadores a tentarem desenvolver uma vacina para prevenção, ao mesmo tempo que tentam conter uma pandemia. A rapidez de deslocamento das pessoas proporcionada pela facilidade de acesso ao transporte aéreo permite que agentes causadores de epidemias sejam transmitidos rapidamente para pessoas de várias regiões do planeta em curto espaço de tempo. Mas, e quanto ao aspecto espiritual? Como podemos entender? Será simples coincidência, mera fatalidade ou a morte de centenas de pessoas nessas epidemias seria algo já planejado antes mesmo de o Espírito reencarnar? “Os benfeitores da humanidade explicam que o propósito da divindade é fazer a sociedade progredir e que dentro das soberanas leis, somente nos acontece aquilo de que temos necessidade para evoluir. A lei de causa e efeito estabelece os parâmetros não somente dos resgates coletivos, mas também das técnicas que induzem os indivíduos a essa provação”. Ainda de acordo com “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, o objetivo é fazer com que o indivíduo avance mais depressa. “As calamidades são frequentemente necessárias para que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos. São provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permite desenvolver os sentimentos de abnegação, desinteresse próprio e amor ao próximo.”