Muitas vezes, quando vivenciamos uma situação em que somos convocados a tomar uma postura de enfrentamento ou de desafio, nos deparamos com nossas fragilidades, com nossos medos, com nossas incertezas diante do porvir. Porém, depois da situação ocorrida, nos colocamos a refletir e concluímos que as nossas respostas diante dos desafios, não são obstáculos intransponíveis e, que na verdade, estas situações estão nos proporcionando a chance de um grande crescimento. Vamos entrando na normalidade da vida, dentro das possibilidades atuais… Viver é sempre uma alegria e, ao mesmo tempo, um desafio… Feliz de quem sabe controlar o medo e a ansiedade, mesmo tendo motivos para viver preocupado… Aprendemos a lavar as mãos e, a ajudar o próximo e a pensar que cuidando de nossa saúde, cuidamos também do outro que convive conosco. Mas, principalmente aprendemos a limpar a nossa mente e o nosso coração de pensamentos e sentimentos negativos. Tudo vai passando… Tudo vai melhorando… Oportunidades são semelhantes a flechas de um arqueiro; uma vez lançadas, jamais voltarão para as suas mãos. As oportunidades que Deus nos concede são múltiplas, mas únicas em cada momento.  É assim que devemos interpretar os desafios que surgem em nossa vida, como oportunidades de crescimento. Quer sejam eles de motivação emocional, social ou profissional. A compreensão do livre-arbítrio nos dá a dimensão real da consciência do que fazemos. Você tem pleno poder de modificar o rumo da sua vida, para melhor ou para pior. O seu livre-arbítrio é o seu poder de escolha. É a sua capacidade de ser o comandante de sua própria existência. Você manda. Você decide. Mas lembre-se que cada decisão sua produz uma consequência e você tem que arcar com as consequências dos seus atos. Porém, nem tudo o que se apresenta é resultado de nossas buscas ou de nossas escolhas. “Você não pode escolher tudo que vai viver, mas pode escolher como reagir diante das inevitáveis escolhas que a vida fizer por você.” (Matheus Rocha).   A vida se encarrega de nos surpreender e ofertar as provações necessárias à nossa evolução. O que fazemos com essas provas é que corre por nossa conta. Estamos sendo exigidos como em nenhum outro momento de nossa história, pois vivenciamos o tempo final de transição, onde os piores vícios morais estão sendo expurgados da Terra, pelo afastamento daqueles que se recusam a melhorar, porque são incompatíveis com o reino de fraternidade e de amor que se instalará no orbe. Não é mais possível avançar sem ter uma abertura para acolher o novo. O enfrentamento do desafio faz com que saímos do ponto de acomodação e caminhemos em direção a um estágio mais elevado onde poderemos exercitar novos talentos. Deixemos para trás a nossa “zona de conforto” e nos capacitemos, como aprendizes, e trabalhemos com devotamento sobre nossas emoções. Experiências embaraçosas aparecerão constantemente, a fim de nos depararmos com nossas fraquezas para aprendermos a gerenciar nossas emoções. Assim, os desafios, quando olhados sob o prisma da oportunidade redentora dos vícios e das más tendências, exercem uma função libertadora sobre aquele que ainda se acha cativo das imperfeições morais, tão arraigadas em nós todos.

 

Samira José Turconi